a cereja no topo do sundae

Então é natal. E tudo que se encontra na internet sobre natal é gente reclamando da hipocrisia natalina, contando histórias de como deixou de acreditar em papai noel e a porra. Enquanto isso a Globo passa todos os especiais de natal de novo e de novo (aliás, se teve algo assustador nesse natal, foi o especial da xuxa), mas eu não vim até aqui pra reclamar do natal nem nada parecido, vim pra contar uma história que aconteceu ontem à noite, talvez tenha graça apenas pra quem estava lá, mas isso é o que vamos descobrir agora.

Enquanto todas as crianças esperavam pelo Papai Noel e o meu vô bebia sozino na sala assistindo filmes de natal, eu e mais três amigos, vamos chamá-los de Tinkiwinki, Lala e Po (sendo as duas últimas meninas e o primeiro viado) fomos para a casa da Po beber e virar a noite ali, de bobs (=bobeira). Então chegamos eu e Lala na casa de Po e, enquanto esperávamos por Tinkiwinki, Po nos passou o conhecimento de que quando se pede para um homem escolher tomar martini com azeitona ou cereja, se ele escolhe cereja, é puto, viado, gay, bixa, tinkiwinki, etc. E como o Tinkiwinki é aquele amigo que todo mundo tira dia pra viado e dia pra tarado pervertido, decidimos que iríamos fazer o teste com ele.

Então, depois de ficarmos plantados na frente da casa por quase uma hora esperando o Tinkiwinki que já “estava chegando” segundo o que havia dito no telefone, eis que ele chega, todo serelepe de bermuda e querendo razão e a Lala dá o presente de natal dela pra ele (achei isso super casal), e o presente era uma maçã pra colocar outra maçã dentro (???), enfim, eis que Po oferece o martini e pergunta “Vocês querem com azeitona ou cereja?”, eu e Lala ficamos olhando pro nada com cara de “whatever” enquanto Tinkiwinki, automaticamente, sem hesitar, responde decidido “CEREJA NÉ PFV” fazendo com que todos caíssem em uma risada eterna que durou até às seis da manhã.

Enfim, não sei se eu podia revelar o motivo da graça em ele escolher a cereja já que não falamos para Tinkiwinki porque era tão engraçado, o que importa é que tá tendo uma cena de sexo no filme que meu pai e minha mai tão olhando e eu quero olhar 9 songs faz dias, mas meu computador pifou, de novo.

True Story.

Um feliz natal, e me sigam no twitter.

Que a força esteja com vocês.

Ele não está tão afim de você

É, é, eu sei, eu sei, eu sou uma puta e não escrevo nunca aqui e deixei vocês todos apertando F5 no Tenho Dado em Casa na espera de um milagroso post novo. Mas desculpa se peguei oito em uma manhã só e se essas oito vão me dar trabalho até quarta feira, mas o que estou querendo dizer é que: Porque as pessoas namoram?

De boa, umas décadas atrás e eu diria que era lindo e só se pegava se amava e a porra, mas qual é o problema das pessoas hoje em dia? Vai em frente e me chama de bixinha, mas não entendo porque as pessoas namoram se são tão indiferentes em relação ao seu parceiro.

Hoje em dia, tirando aqueles que dão em casamento, nós temos três tipos de namoro, e como eu penso em tópicos, vou postar em tópicos.

1 – O “Minha cabeça tá doendo” -

Como a própria metáfora no nome já diz, a dor na cabeça indica coisas pontiagudas saindo de dentro do seu cérebro e aparecendo no mundo exterior pra todo mundo olhar pra você e dizendo “Tá rindo, mas é corno(a).”, esse pode acontecer de três maneiras, ou você chifra e se acha lindo maravilhoso, ou você é chifrado e se acha romântico maravilhoso namorado(a) perfeito(a), ou, por fim, os dois se chifram e se acham lindos maravilhosos.

2 – O “Ai, sei lá…” -

O “Ai, sei lá…” é bem simples, é o namoro de orkut e festa, serve só pra você se gabar pra suas(seus) amigos(amigas) que tem namorado(a), mas nunca vai na casa dele(a) e nem sabe se a criatura tem casa, tudo que importa é que os status do seu orkut dizem “namorando” e você tem quem sugar nas festas.

3 – O “Dan e Serena” -

Esse último tem, na verdade, outro nome, eu o batizei em homenagem a duas pessoas muito queridas minhas nesse mundo, mas como as duas ou pelo menos uma delas lê esse blog, eu (na verdade eu pedi pra Mirélly) tive que usar pseudônimos pra disfarçar e não ofender e deprimir ninguém. A ideia dele é bem simples, um dos membros do casal mudaria até seu nome e viveria em greve de fome (no caso o Frejat) e o outro membro não daria a mínima whatever foda-se nem te quero mesmo nevermind tô contigo porque tenho pena de terminar com você, porque é cômodo e não tenho mais ninguém sou gorda tá falou, firmeza.

Então peçam alguém em namoro, escolham a opção que vocês mais se identificaram e que a força esteja com vocês.

Minhas quatro quase mortes

É do conhecimento dos fiéis leitores do E? Entertainment Blog que quase fui assassinado por um colega e que quase morri assistindo um episódio de Pokémon, mas além dessas duas vezes em que quase morri, houveram outras duas, e aqui estou eu para contá-las.

Primeira quase morte (1995) -É Julho de 1995, eu tenho dois anos e estou na casa da minha avó, mais precisamente no jardim, ao lado da piscina. Como é inverno e a piscina está fora de uso, minha avó colocou uma tela sobre a piscina. Meus pais chegam na casa e minha mãe grita por mim, eu corro até ela e tenho a ideia de atalhar pela piscina, tento andar em cima da tela que afundou, felizmente minha avó está no jardim e me vê afundando com a tela e corre até lá pra me puxar pelo capuz e salvar minha vida.

Segunda quase morte (2003) – É março de 2003 e eu estou na festa de aniversário de um colega chamado Lucas, fora da cidade, na sua fazenda. Algumas crianças brincam com um helicóptero, fazendo-o “voar”, eu quero aquele helicóptero. Em um dos lançamentos ele vai parar do outro lado do balanço, no qual um colega, também chamado Rafael se balança. É minha única chance de ter o helicóptero, eu corro até ele e no meio do caminho escuto alguém me chamar, me viro pra ver o que é e um balanço encontra minha testa, me dando quatro belos pontos ali.

Terceira quase morte (2009) – É junho de 2009 e eu estou entediado. Meu vício pelo Pokémon Fire Red me faz lembrar de um episódio do desenho que nunca foi ao ar Brasil, “Porygon, o guerreiro virtual”. O motivo dele nunca ter ido ao ar é que causou convulsões em milhares de crianças japonesas, devido as luzes do episódio. Corajoso, eu baixo o episódio pra assistir e… Digamos que fui parar no hospital.

Quarta quase morte (2009) – É outubro de 2009 e eu estou saindo da aula de inglês com meus colegas que estavam presentes no incidente do balanço, Lucas e Rafael. Estamos atravessando a rua quando um ônibus, na contra mão, vem em minha direção. Meus colegas gritam desesperados e involuntariamente dou um passo pra trás e o ônibus bate nos meus fios de cabelo (kkkk drama).

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Não sigo a multidão

Tem coisas que todo mundo gosta, que todo mundo faz, todo mundo comemora e apoia, e enquanto eu assisto as pessoas ficarem felizes e tratarem essas tais coisas como se fosse tirar uma foto pra aparecer no Guinness Book, eu penso o quão patético deve ser o sentimento de ser normal.

E dentre tantas coisas que gente normal se importa e eu não dou, ou pelo menos tento não dar a mínima, temos as seguintes:

1. Carnaval

Carnaval é uma das coisas mais chatas que temos que aguentar anualmente. Carnaval parece filme musical, é uma alegria do NADA, todo mundo começa a cantar e dançar aquelas músicas que a Ivete Sangalo fez quando Sandyjúnior era um só ainda. E é todo mundo melecado, todo mundo suado se tocando e se abraçando, rindo, pulando.

2. Praia

Na boa, qual é o negócio com praia? É areia, água salgada, crianças pulando, gordinhos e gordinhas mostrando sua beleza interior pro mundo e um monte de cara loiro dando uma de surfista. É só falar em praia que todo mundo já fica bem louco, todo mundo já pensa bobagem,  e já sai colocando “(6)” depois de cada frase que digita.

3. Ano Novo

KKKKKK ano novo, por onde começar? A gente reúne a família, a vó faz aquele jantar delicioso, bebemos champagne, fazemos contagem regressiva, abraçamos todo mundo e assistimos a mais uma sessão de playback no show da virada na Globo, após assistir um monte de fogos estourando nos céus do rio de janeiro, ADIVINHA SÓ, é a mesma coisa todos os anos, vive com essa agora Globo.

4. Colheita Feliz

Sei lá, todo mundo adicionou esse aplicativo da noite pro dia. ):

para a eternidade

Existem muitas coisas no Universo que não entendo. Não entendo os religiosos, não entendo o porque minha mãe gosta tanto de novela, não entendo como alguém consegue gostar de Cine e não entendo o que minha professora de química fala. Mas mais do que isso, não entendo eu não entendo fotos em monumentos históricos ou qualquer lugarzinho famoso pelo mundo.

E é só falar de fotos em monumentos que todo mundo já imagina aquela foto clássica no Cristo Redentor. Cara amassada de “oi, acordei faz pouco tempo”, óculos escuro pra esconder os olhos vermelhos, sorrisinho sem mostrar os dentes, foto mostrando apenas dos ombros pra cima, braços abertos ou não, céu nublado, *click*

*EU NO CRISTO RSRSRSRS*

Apedrejem-me se eu estiver errado, mas 98% das fotos no Cristo Redentor não temos céu aberto, no máximo alguns raios de sol querendo se enturmar ali no meio.

Foto tirada no Cristo, posso ir correndo pro orkut criar um álbum “Rio (2009)” e postar minhas fotos no Cristo, Maracanã, Ipanema, Big Ben e Museu do Louvre, quando chegar o outono eu deleto e deixo as fotos apodrecerem na pasta “Viagens” -> “Rio de Janeiro (2009)” até eu formatar aqui e esquecer de gravar as fotos num CD.

E por fim, essas fotos em lugares que todo mundo tem essa estranha vontade de conhecer (outra coisa que eu também nunca entendi), assim como todas as fotos suas de criança, fotos em jantas de família, apresentações do colégio e formatura, vão parar na estante da sala, para um dia seus netos perguntarem quem são aquelas pessoas e você responder “são as pessoas com quem eu passei os melhores dias de minha vida.” e se emocionar. HAHAHA! Brincadeira. Elas vão parar na estante da sala da casa dos seus pais ou avós. E vão ficar lá até Deus sabe quando e então um dia você vai se encontrar assistindo Domingão do Faustão (espero que não se encontre fazendo isso) na casa deles e veja as fotos e perceba que elas são as mesmas desde que você reparou nelas pela primeira vez por serem novas.

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